Confira os números da Vigilância em Saúde no primeiro semestre de 2026
- Cristiane Cândido/ASCOM
- Saúde
A Prefeitura de Água Boa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou o Boletim Informativo da Vigilância em Saúde referente ao primeiro semestre de 2026. O documento reúne indicadores das áreas de Vigilância Ambiental, Epidemiológica, Sanitária e Imunização, reforçando o acompanhamento permanente da situação de saúde no município e orientando as ações de prevenção e controle de doenças.
Na Vigilância Ambiental, foram trabalhados 29.401 imóveis, dos quais 630 apresentaram focos do mosquito Aedes aegypti. O Índice de Infestação Predial do último ciclo foi de 0,31%, considerado satisfatório. Os depósitos predominantes encontrados foram recipientes móveis, depósitos fixos e materiais descartados como lixo e entulho. Também foram aplicadas 453 notificações relacionadas a situações de risco à saúde pública.
O boletim aponta ainda uma taxa de pendências de 2,68%, referente a imóveis que não puderam ser vistoriados por estarem fechados durante a visita dos Agentes de Combate às Endemias. Além disso, foram registradas 166 denúncias, sendo 109 resolvidas, 45 consideradas improcedentes e 10 encaminhadas para outros setores ou ao Ministério Público. A Vigilância Sanitária também realizou 167 inspeções e concedeu 102 licenciamentos a estabelecimentos.
Na Vigilância Epidemiológica, entre janeiro e junho de 2026, foram confirmados 70 casos de dengue, um caso de chikungunya, um de zika vírus, 15 de Covid-19, cinco de leishmaniose tegumentar americana, 40 de hanseníase, dois de tuberculose, quatro novos casos de HIV, cinco de hepatites virais, 12 casos de sífilis em gestantes, 43 casos de sífilis e 17 acidentes envolvendo animais peçonhentos. Também foi confirmado um caso de leishmaniose visceral canina.
Os dados de imunização demonstram índices elevados de cobertura para diversas vacinas do calendário infantil, com destaque para Febre Amarela (110,19%), Sarampo, Caxumba e Rubéola (109,71%), Meningocócica C, Pentavalente e Poliomielite (108,25%), além da Pneumocócica 10 Valente (102,91%) e Rotavírus Humano (100,49%).
O boletim também apresenta informações sobre mortalidade no período, com registro de 67 óbitos acumulados no primeiro semestre, distribuídos entre causas fetais, infantis, doenças crônicas não transmissíveis, causas externas e outras causas.
A divulgação periódica desses indicadores permite acompanhar o cenário epidemiológico do município, subsidiando o planejamento das ações de saúde e fortalecendo as estratégias de prevenção, vigilância e promoção da qualidade de vida da população.