Do manicômio ao CAPS, uma nova perspectiva de cuidado
- Ascom - AB
- Saúde

O 18 de maio é lembrado por ser o “Dia Nacional da Luta Antimanicomial” em todo o Brasil. A data foi instituída para relembrar o Movimento da Reforma Psiquiátrica que teve início na década de 70 e, desde então, vem discutindo novas formas de tratamento pensando na dignidade, no direito à liberdade e no bem-estar das pessoas que estão em sofrimento mental.
No início, o principal objetivo da luta era acabar com os hospícios e manicômios, que eram usados para isolar totalmente da sociedade e do convívio familiar as pessoas que sofriam com transtornos mentais e eram consideradas “loucas”. Esses locais, em muitos casos, usavam terapias quase sempre medicamentosas, além de promover maus tratos com violência física e psicológica.
Hoje a luta procura possibilitar um tratamento mais humano, que seja integrado à sociedade e à família. Assim, o tratamento pode acontecer fora dos hospitais e as internações ficam destinadas apenas aos casos mais graves, e em períodos mais curtos.
Os Centros de Atenção Psicossociais- CAPS surgem com esse objetivo, de substituir o modelo hospitalocêntrico, reformulando o modelo psiquiátrico tradicional, ou seja, sendo uma opção aos antigos manicômios, para tal, oferece terapias que proporcionam melhor qualidade de vida aos usuários que são inseridos no contexto social.
O CAPS Vida Nova de Água Boa, propõe aos usuários atividades que permitem a interação social e a busca por autonomia, oferecendo um tratamento multidisciplinar com terapias individuais e em grupo, em um ambiente aberto e de caráter voluntário.

A usuária da Unidade CAPS I Vida Nova, Judite Viana Fonseca, que já foi submetida a internações psiquiátricas, sofreu maus tratos que marcaram sua vida. Relata que “o CAPS foi a melhor coisa que já fizeram para as pessoas que sofrem com problemas mentais e precisam de ajuda”. Atualmente “dona Judite” participa das atividades e oficinas terapêuticas desenvolvidas pelo CAPS I e hoje seu tratamento é desenvolvimento no território, junto à família e à comunidade.
A pessoa que deseja receber os atendimentos no CAPS deve procurar um serviço de saúde básica para ser referenciada ou ir direto ao local por demanda espontânea.
Por Assessoria de Comunicação Saúde